Dia desses sonhei com o que mais temo: a morte. Eu simplesmente observava o vazio, o escuro, e ia perdendo a respiração aos poucos. Agonizante!
Esse medo é companhia certa, não importa o lugar em que eu esteja. Desde o ponto de ônibus, temendo um automóvel desgovernado subir a calçada, até os parapeitos da minha escola, com medo de ser empurrado (acidentalmente, eu espero) e cair no meio de um dos pátios, fervilhando a estudantes, que se aglomeram ao meu redor e observam a poça de sangue que se forma ao redor da minha cabeça.
Também reflito se a imortalidade seria bem-vinda, mas dizem que com a velhice vem a aceitação do "fim".